segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Uma chávena de chá!


E eis que, a meio da planificação de uma série de actividades (onde consegui integrar as plantas medicinais), deparo com umas frases deliciosas:
" - Queres chá?
- Não, quero romance. Quero música. Quero amor e beleza.
- A sério que não queres chá?"
Woody Allen
Siiiiim, por favor, dêem-me uma chávena de chá e um barco!!!!!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Domingo no parque






No Domingo fui ao parque só para ver os medronheiros carregados de frutos. Estava ali a dois passos... talvez a cumprir o dever da memória, talvez a cumprir gestos para sobreviver às memórias... Fui porque sempre associei estes frutos vermelhos aos rituais da infância, à lembrança dos dias em que íamos pelo campo recolher o musgo, as bagas, a alegria das festas. Fui ao parque guardar mais um pouco da cor das pequenas coisas, dos pequenos e reconfortantes detalhes dos campos e das recordações. Porque há dias em que só devia haver memórias felizes, como as dos dias serenos.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A forma das manhãs

Hoje, o orvalho revelou o segredo de invisíveis rendados.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Há frases do tamanho do Mundo



“Dentro de alguns centos de anos, outro viajante, tão desesperado como eu, neste mesmo lugar, chorará o desaparecimento daquilo que eu teria podido ver e que não aprendi.”
Claude Lévi-Strauss, Tristes Trópicos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chuva



Hoje choveu, choveu, choveu!!! Que bom, talvez o manto verde renasça! Talvez os nascentes reaprendam a sua canção e os rios retomem o seu curso. Assim nos dê o céu um pouco deste mar interior.

sábado, 10 de outubro de 2009

Douro




Desta terra não vi o lobo, nem o gato-bravo… Vi um rio por detrás de montes que não segui, um rio a vencer a terra, as linhas perdidas do caminho-de-ferro…



E no assombro da visão, senti as palavras que narram a força e a perseverança, a acção humana a rivalizar com o “excesso da natureza”, o prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir.”


E pensei nessa mesma força que rasgou as terras piçarrentas do sul, onde as raízes do vinho se perfumaram de esteva. Outro prodígio, vencer a secura ardente de uma chuva escassa e de um chão sequioso. Aí, por todos esses lugares onde os sonhos se fizeram vida, e onde a terra se tornou a nossa casa.

sábado, 19 de setembro de 2009

lembranças

Hoje lembrei-me deste blogue e vim espreitá-lo. É curioso verificar que ainda há quem circule por aqui.

Ainda não é tempo de regressos... Faltam viagens: por vozes mágicas, pelas páginas de um livro.