domingo, 27 de janeiro de 2008

Aldeia do Ciborro


















Manhãs limpas e um pouco frias, campos orvalhados. Bastam umas horas para se transformarem num Janeiro ensolarado, tempo ideal para as caminhadas.
Deixamos a aldeia e percorremos o caminho que leva à barragem - estrada de terra ornamentada por medronheiros e estevas, solo formado por tapetes de musgo sedoso. Nas bermas o fio de pasto, as hastes dos canaviais, a erva rasteira, os cogumelos, os jarros bravos, o odor da esteva, do eucalipto e da nêveda.
A um olhar atento, revelam-se inúmeros pormenores a registar. Passa-se um pequeno fio de água, sons envolventes, pequenas aves chilreantes.
A marca humana, a certo momento do percurso. E a face do tempo, por entre a beleza e a ruína.
Finalmente, o espelho de água domina a paisagem - margens de esteva e rosmaninho, voo de abelhas.

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