sábado, 3 de maio de 2008

Arqueologia, flores e gatos

Da moura encantada, relato de gerações, ficou o encanto do alto castelo a marcar a paisagem. Já se esquece a moura que, em horas tardias, perseguia com a sua sombra os moradores solitários.
Pobre moura fechada na torre!

Falava-se de uma espada, falava-se do ouro e da peste… dos sonhos… das moedas de ouro… e do infortúnio que punia a cobiça… Estórias de mouros ao serão, túneis e fugas em direcção à atafona, ao rio...
Mas a História foi surgindo, lida nas entranhas da terra - Mão de Fátima!

Os relatos que a terra guardou e que ainda acarinha – poço, cisterna?

Astros, solstício, lua cheia - o enigma da Natureza! A terra como um útero!
Refúgio da saudade, da mágoa, da fragilidade humana?

Anta Grande da Comenda. Anta do Paço.
Luras de coelho e ninho de andorinha colado no esteio.


As flores inundaram a História e o granito. O tempo não impediu a Natureza de manter presente o fascínio: a sedução da terra florida, o mistério do percurso humano.




Tarde quente de Abril - Monte do Tojal.
O gato saudou a presença humana. Persistente, seguiu as pessoas pelo montado.





Atravessou flores, pasto, venceu o calor e o cansaço; deitou-se à sombra, enquanto os homens falavam do passado, junto às antas, menir e cromeleque do Tojal.

Um comentário:

juju disse...

o gato está um espectaculo!!!e o resto tambem!!as fotos estão muito boas!!e os passeios devem ter sido uma maravilha11
juju