sábado, 10 de maio de 2008

O homem e a terra


A primeira vez que li este aviso, já há algum tempo atrás, passava por terras de areia, onde me disseram que era habitual as pessoas saírem pelos campos à procura de cogumelos, actividade que representava uma fonte extra de rendimentos. Julguei tratar-se de um processo para evitar
que pessoas menos conscientes devassassem os campos com uma recolha agressiva e exagerada. Há poucos dias voltei a encontrar esta placa e reparei então na referência ao Código Civil. O que me inquietou foi encontrar o aviso, agora colocado em terrenos relativamente próximos e onde nunca dera por qualquer tipo de restrição. Por desconhecer o conteúdo dos artigos indicados, eis as dúvidas que me surgiram: a proibição prende-se com a necessidade de proteger espécies ou com a vontade de proprietários ciosos das suas posses?
Procurei a informação necessária, esclareci as dúvidas. Quase todas! Em contrapartida, uma certeza: as palavras do chefe índio, sábias e intemporais, têm de ser relembradas.

“Somos parte da terra e ela faz parte de nós.”
“Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo.”

Excerto da carta do Chefe Seatle para o presidente dos EUA, escrita em1854

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