sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Amoras




Ontem lembrei-me de ir às amoras. Pensei nos silvados onde dantes recolhia frutos suficientes para saborear e para fazer doce – encomenda das tias – mas as veredas junto à levada do moinho estariam, decerto, depois de esquecidas pelas gentes dos montes, ocultas pelo emaranhado de silvas e pelo pasto cerrado.


Procurei outros lugares próximos da cidade, à beira de estrada concorrida. Pasme-se da abundância, caídas em cachos sobre os muros baixos.


Depois segui à beira do rio, nas proximidades da capela de Santa Margarida: amoras bem maduras, algumas doces como passas, outras de bagos redondos e cheios, como são as que crescem na berma da ribeira. Sabor inconfundível, dedos manchados, algumas picadelas e pastos bem cheios, como outrora.

Estranha abundância! Já ninguém vai às amoras?

Um comentário:

oasis dossonhos disse...

querida amiga
Também gosto muito de amoras, costumo dizer que as como para não me esquecer de mim...Bem haja por trazer aqui esse fruto, que o Eugénio também gostava, pois aparecem na sua poesia.
Xi coração. Acrescento que o seu blogue está uma delícia, com as beldroegas, as vagens, etc. Poesia quotidiana, esta
E mais um beijinho
do Luís