sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Cronologia

O vento deixou visível o ninho, já abandonado.

As cores foram-se misturando.

Vestígios da primeira chuva, gotas preciosas.

Caíram, aqui e ali. Coleccionei-as.

Lentamente, afundaram-se nos lagos do jardim, na água das bermas.


Manto seco, guardei o desenho das mais perfeitas.

Ficam guardadas as folhas douradas e os frutos, até ao Natal.

2 comentários:

marialascas disse...

Isso era antigamente, na minha infância e era a minha avó Ana que ainda conheceste que se encarregava desse encargo precioso!
Falei duma romanzeira no meu plenitude. Fui visitá-la e soube que morreu passados uns meses...
Mas plantei meia dúzia delas e já comi romãs! Por outro lado, por vezes compro no hipermercado fora de época, não sabem a nada mas sacio os olhos!

Ezul disse...

Também a minha avó, a do moinho, guardava uma romã e tostões.
Da tua avó recordo o sorriso...
Bem, bem... Um destes dias a D. Julieta ofereceu-me uma romã para eu guardar. Das que crescem no meu quintal, salvou-se apenas uma e voltei a soltar os seus bagos como quem descobre rubis.