segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Presépio


Tenho o musgo, não aquele musgo seco e leve, que cresce nos troncos das oliveiras, nem o aveludado, o que se agarra às rochas. Prefiro o que cresce por baixo dos pastos ou sob as moitas dos carrasqueiros. Sacudo-o cuidadosamente para que solte a terra e limpo-o durante algum tempo, retirando-lhe os pastos, as folhas secas.
Tenho as figuras de barro iguais às dos presépios de outrora. Consegui comprar as últimas peças, esquecidas na banca do mercado. Faltam-me a camponesa, a ponte, o poço, o moinho…



Imagino os campos e os montes. Este é, sem dúvida, o “maravilhoso reino verde”. Sempre foi! Traço os caminhos de areia, a água do lago espelha-se por entre os seixos, há uma ponte improvisada, prados verdes onde as ovelhas permanecerão tranquilamente. Por entre os rochedos, uma gruta de mistérios, a esconder os cristais, lápis-lazúli… Florestas de pinheiros, carvalhos, carrascos, medronheiros e murta… A magia dos reis, caravana exótica que percorre as terras férteis até chegar ao estábulo de cartão e casca de pinheiro. A estrela brilha, lá em cima! Acrescentarei incenso e uma pequena vela e, à noite, quando o maravilhoso reino verde iluminar a casa silenciosa, voltarei a juntar-me aos pastores e aos magos.

Um comentário:

joaquim disse...

olá verifiquei que lhe faltam alguns bonecvos de presépio. A nossa casa tem destes bonecos, miniaturas de profissões e uma profissão miniatura, alem de uma banda de musica,etc
peça-nos catálogo com fotos ( e sem nenhum compromisso) por e-mail dokym@enxerim.com é pena nos blogues não ter uma forma de contactar tipo e-maio se ser pelos comentários.

Um abraço
J Reis