domingo, 26 de abril de 2009

Erva das Túbaras


Encontrei-as, se a memória não me engana, num dia em que começavam a ceifar uma pequena seara. Lembro-me de reparar em meia dúzia de flores minúsculas, muito bonitas, que cresciam numa faixa de chão piçarrento. Passaram muitos anos, perdi-me do conhecimento dos campos, mas de vez em quando revia essa planta singela como um daqueles objectos raros e preciosos que guardamos na infância.
Curiosamente, nestes dois últimos anos, encontrei campos repletos destas Ervas das Túbaras (e aprendi o seu nome, tal como o de tantas outras).

2 comentários:

Carlos Machado Acabado disse...

Não conheço.
Corrijo: não CONHECIA.
Vistos daqui, parecem-me pequenos amores-perfeitos sem maquilhagem...
Com a discreta e serena reserva da humildade...
A propósito deles, volto a pensar no olmo "viejo e amarillento" e, ainda uma vez, nas "raudas moscas divertidas, perseguidas, perseguidas, por amor de lo que vuela" de Machado (tão diferentes das inquietas e cerebrais moscas de Sartre...) e em alguns dos melhores poemas de Ungaretti, Eugénio de Andrade ou Langston Hughes...
Também eles tinham, todos eles, de algum modo o segredo ou a chave da mais vibrante, absoluta e radiante simplicidade.
Decididamente, respira-se de modo diferente vindo aqui ver coisas que escapam possivelmente à grande maioria dos olhares...

Hugo disse...

ola

de très très belle fleur de printemps


bom fim de semana