segunda-feira, 25 de maio de 2009

Azul do monte



Azul perdido nos montes abandonados... esse azul onde me encontro e sei quem sou. Céu ou mar, olhar raro de gato... Cor fria, dizem. Soubessem sonhar os espaços e os momentos que nos libertam!

2 comentários:

marialascas disse...

Essa da cor fria tem de facto muito que se lhe diga. Só se for por comparação com a temperatura da lava do vulcão... mesmo o verde tem muitas tonalidades que sugerem calor, as tonalidades dos cactos das savanas...

Carlos Machado Acabado disse...

A »dúvida cromatizada»...
A dúvida como uma forma perfeita e limite de segurança e de certeza!
Sobretudo, que impressionante montagem de linhas, texturas e tonalidades!
De sugestões de distintas propostas de «sondagem sensível» («arriscadamente sensorial»!) da profundidade.
A cor e a superfície que ela cobre como uma imensa mas, no fundo, feliz (e mesmo apoteótica!) ferida!
Um verdadeiro labirinto de tensões sob a aparência de uma tão ilusória quanto, de algum modo... "ameaçadora tranquilidade"!...
É um pouco uma (pessoalíssima e muito feminina) "leitura visual" de certos poemas mais "próximos" (mais próximos, seguramente, dos sentidos) e mais... "tácteis" do Eugénio ou do Ungaretti...
Ou até da Sophia de Mello Breyner.
"Coisas" muito secreta (ou muito intimamente azuis e) "mediterrânicas"...
"I AM impressed"!...