terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chuva



Hoje choveu, choveu, choveu!!! Que bom, talvez o manto verde renasça! Talvez os nascentes reaprendam a sua canção e os rios retomem o seu curso. Assim nos dê o céu um pouco deste mar interior.

15 comentários:

José Rasquinho disse...

Mais uma vez, como sempre, a esperança é o verde!!!!!

Carlos Machado Acabado disse...

Esta "coisa da natureza" obriga sempre, na realidade, a que vejamos as coisas por dois prismas muito dificilmente conciliáveis entre si, aliás: o 'universal' e orgânico que vê na chuva a seiva indispensável da renovação global e o 'outro', o do dono de cãezinhos que se obstinam em não aprender a usar a casa-de-banho para... as suas abluções assim a bicicleta fixa para a ginástica diária...
Este último prisma implica grandes constipações e uma utilização intensiva de um certo léxico mais vernáculo e 'adulto', reservado para as grandes molhas, digo, para as grandes ocasiões...
Julgo mesmo que foi, de resto, em dias como este que o 'post' refere (e para referir certas passeatas forçadas mais abundantemente... hidratadas...) que se inventou a palavra "hidroginástica": exercício físico praticado inteira (e "resmungosamente"...) debaixo de água...
Grrrr....

Ezul disse...

É problema que não tenho, dada a construção de um T0 canino no quintal, com um alpendre já projectado (para permitir maior liberdade de movimentos em dias chuvosos). E quanto aos gatos, uma vez mais se prova que são animais bem "desenrascados"! E depois, com umas piscinas cobertas na cidade...
Mas, não sendo debaixo de tais chuvadas, já me vêm as saudades de umas caminhadas, correrias, a passear o bicho (isto é, não sei quem passeia quem).

Ah, o verde é mesmo persistente! Não é que as ervas daninhas nasceram rapidamente, furando a tela, ignorando a casca de pinheiro. Que trabalheira que se está ali a criar no quintal!

Sofá Amarelo disse...

Chuva que ainda não chega para lavar as terras... e as almas!!!

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

Olhe, por cá, no Algarve, chuva... nada!

Hoje fui à praia e tomei banho!

* * *

Quanto aos meus livros, finalmente

chegaram de Lisboa.

Agradeço o seu pedido.

Só preciso saber para onde o enviar e em que nome quer a dedicatória.

Beijinho

marialascas disse...

Só comecei a valorizar devidamente o verde quando me apercebi que era a cor do Islão, a cor do jardim do paraíso, a cor com que cobrem os telhados dos palácios. Sempre o trocara pelo azul do mar, o branco da cal, as flores da Primavera, o fogo do Verão... ignorando que verde é o princípio da vida, o fluir da terra.

Sofá Amarelo disse...

E chove neste momento... por aqui... algures no Mundo!

Muitos beijinhos. Boa semana!!!

Ezul disse...

Pois por aqui há uma chuvita tímida e um céu cerrado. Chegou a invasão dos caracóis, as folhas das plantas brilham... Só queria não ir trabalhar amanhã, ficar a ouvir a chuva, ou viajar por aí, pelo campo, junto ao mar... Pois, pois, quem diria que uma chuvita de nada provocaria tais delírios!
:)

Hugo disse...

Ola Ezul,

muito obrigado,

desculpe, porque meu português não e muito bom ...

critica o não critica,não faz mal. Estou aberto as criticas positivas o negativas para melhorar meu blog.

Podemos fazer um coisa,para o vosso contributo

quando você encontra algumas informações não publicado no meu blog, será possivel informar me ???

obrigado

ate breve

Hugo

Carlos Machado Acabado disse...

Um T0 canino?
Eu até era capaz de pensar nisso...
Agora, no verde é nunca!
Está a falar com um benfiquista daqueles que só comem o tomate da salada, deixam estragar a relva do jardim só para não ficar "daquela" cor e nunca na vida provaram... caldo verde!...
"Pertantes", como diz o Ronaldo...

Beijinho Amigo!

Carlos

Carlos Machado Acabado disse...

Com "aquilo" do verde fiquei tão transtornado que me esqueci de dizer: venha quando puder ao "Quisto", se gosta de bailado---e de Pina Bausch e Olga Roriz, em particular...

Ezul disse...

De bailado eu até gosto, Não gosto mesmo é de futebol!
Cá em casa, onde todos eram do verde, deu-me para simpatizar vagamente com o vermelho. Mais tarde, como nunca percebi por que razão pessoas de Odemira, ou de Barrancos, ou de Santarém, etc, etc, eram do verde ou do vermelho e não do clube da sua terra, deu-me para gostar do azul.É que o azul é a minha cor preferida!
Depois deu-me para observar as "fitas" dos futebolistas, os "negócios" dos senhores dos clubes e para comparar tudo isso com as vidas tão sacrificadas de mineiros, de pescadores... A eles, quem compensa o desgaste da sua profissão? Por isso, sou apenas do verde da terra e da esperança humana, do vermelho do pôr-do-sol e da força da vida, do azul do céu e do espelho do mar!
Ah, está a dar futebol, falam de Nicosia e, por breves segundos, regresso ao Chipre e às águas tépidas do Mediterrâneo.
Afinal, o futebol tem a sua utilidade!!!
;)

Carlos Machado Acabado disse...

É! Isso do futebol é aquela espécie de "reserva de irracionalidade" a que cada um de nós, imagino eu, tem direito e que serve para equilibrar a necessidade opressiva de ser, no "resto", racional...
Recorda-se do Luís Piçarra, o intérprete do famosíssimo "Ser benfiquista" que muitos supõem ser o hino do Clube?
Era cantor lírico, adorava ópera e tinha, ao mesmo tempo, uma tal paixão e um tar "ardor" benfiquista que fez questão de ser amortalhado (Juro! Eu vi! Estava lá! O Piçarra era meu primo em segundo grau, primo direito da minha Mãe) numa bandeira do Clube que guardou toda a vida para o efeito...
É a tal 'reserva', também aí, suponho...
A gente sabe que "aquilo" é uma negociata incrível e tudo-menos clara; sabe que, por trás "daquilo" chega a haver níveis de corrupção inimagináveis e, no entanto...
Eu estava a brincar, claro, com aquela coisa do caldo verde e tudo isso mas, quando por circunstâncias da vida, tive de viver fora do País, a primeira coisa que eu perguntava quando me telefonavam de cá ou eu telefonava para cá era: "Está tudo bem por aí? E o Benfica?..."
Nessa altura em que as saudades davam comigo em doido, era como se a resposta a essa pergunta idiota me desse a garantia de que Portugal ainda existia e estava, afinal, pacientemente, à minha espera...
Que as ruas, as casas, as lojas, as pessoas, tudo aquilo que eu não podia ver, apesar disso, ainda eram realidade, algo de que, muitas vezes, chegava a duvidar...
Depois disso, dessa sugestão irreal mas, ainda assim, (absurdamente, admito!) reconfortante de "normalidade", como posso eu ser outra coisa senão... Benfica?
Devo-lhe isso, acho eu...
É o mínimo que posso fazer por uma questão de... justiça...

Ezul disse...

A distância tem destas coisas.
A única vez que consegui sentir esse espírito futebolístico foi quando estive na Madeira. Andava aflita com os exames do estágio e, mesmo assim, tive de seguir, como uma necessidade imperiosa, o célebre jogo dos sub vinte contra a equipa do México.

Carlos Machado Acabado disse...

De "justiça emocional", acrescentaria eu.
É!
Afinal, "A Loucura É (Mesmo!) Um Lugar De Deus", como diz um fulano que eu conheço... de ginjeira...