sábado, 13 de fevereiro de 2010

Flores

Ainda que fales da inutilidade das flores, festejarei com elas o recinto da casa, o percurso do barro, cada gesto dos braços em louvor dos astros.
Sim, as pétalas ir-se-ão desfazendo num rasto de cor, a imperfeita ilusão…
Ainda assim, semeá-las-ei no vento para exorcizar os dias esculpidos nessa fria e matemática certeza da inutilidade dos sonhos.

3 comentários:

Carlos Machado Acabado disse...

Ah! Bom! 'Isto', afinal, também 'por aqui', se "está a compor", pelo que vejo!...
Fico feliz!
Fico feliz sempre que vejo a terra voltar a fluir como dantes!...

"Boa malha", como diria o Samuel---Boa malha!...

Sofá Amarelo disse...

São flores numa busca incessante do Sol e que se fecham à noite como que a guardar os sonhos que proporcionaram durante o dia... e está muito frio para elas, eu as agasalharia com um cobertor de pétalas!!!

marialascas disse...

As flores são o pão dos olhos famintos,