segunda-feira, 18 de abril de 2011

Paisagem onírica








Há paisagens que reconheço dos sonhos, onde seres oníricos caminham ao nosso lado sem pressas e reservas, seres que falam a linguagem das tardes floridas e das sinfonias do campo. Há tectos de verde e de luz, recantos de esmeralda, caminhos por entre o arvoredo, canteiros onde semearam arco-íris…
Bastou um dia de calor, um momento à hora de almoço, a procura de um recanto cheio de frescura e de sossego e vi-me numa outra dimensão, cuja porta de entrada não vou revelar, por recear os ogres devoradores de cegonhas encantadas e de cisnes de ébano, ou algum troll que, movido pela ganância, arranque as flores na ânsia de encontrar os potes com moedas de ouro.

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