sábado, 25 de julho de 2009

Hortas da região

Oops, afinal as amoras já acabaram na plantação do Sr. Serra. Mas há uma horta magnífica, cheia de legumes frescos.

















sexta-feira, 24 de julho de 2009

Plantação de amoras

É tempo de amoras – amoras das silvas, que crescem selvagens pelas estremas, pelos emaranhados à beira das ribeiras, por entre as paredes abandonadas dos montes. Negras, saborosas, apetecíveis, mas que valem algumas picadelas terríveis. Agora imaginem uma plantação de silvas, bem controlada e cuidada, a encher-se de cachos com suculentas amoras, bem fáceis de apanhar.
Pois bem, essa plantação existe, graças ao empreendimento e à persistência do Sr. José Serra e da sua família, bem perto da cidade, na Quinta da Rebola, à saída para S. Cristóvão e ainda antes de chegar à ecopista. Por isso, nestes dias de Verão, nada melhor do que fazer uma caminhada e saborear o agradável paladar deste fruto tão saudável. Mas se a distância dissuadir alguém, aos sábados de manhã, numa banca do Mercado Municipal que está virada para o centro, há sempre umas caixinhas à venda. Será uma óptima ocasião para fazer uma encomenda, ou para combinar uma visita.


Fotografias obtidas no passeio dos Dias Tranquilos, no dia onze de Julho






Os anfitriões




Todos estavam muito entusiasmados com a colheita das amoras!

Imaginem agora o sabor desta compota e destas tartes!


terça-feira, 14 de julho de 2009

Do Montado ao rio Almansor: alguns registos.

Igreja de S. Gens


Maio pinta-se de uma cor intensa, já de oiro semeado, no auge da vegetação e da maturação dos aromas. O Alentejo é assim, um campo estendido onde se guarda o perfume da nêveda, as flores bebidas pelas abelhas, as plantas que saciaram a fome e curaram as dores do camponês. Do adro de uma igreja, espaço onde a cal e o azul e o tempo inscreveram o rumor das crenças, só o voo das andorinhas a trazer o contraste do pasto envolvente. E os passos dos homens seguem os caminhos, que as cercas escondem, a reavivar os percursos e as memórias, com os olhares atentos, com os gestos, com a voz dos guias.




Moinho do Cosme

Arenária

O Montado, fértil e frágil, como toda a Terra, testemunho de vivências humanas, ou do seu abandono, como o mar de sargaços que invade os recantos, os silvados, os coelhos… As linhas de água apontam a direcção do rio, como as estradas que levam por montes e moinhos roídos pelo silêncio e pela partida dos homens, mas o rouxinol sublima a música do campo, o rumor das azinheiras e dos choupos, as finas correntes que alimentam o tapete de hortelã brava.

Moinho do Almansor





rio Almansor





A história do rio persiste na levada, a música da água a lembrar a cadência das mós, um modo de vida narrado pelo antigo moleiro. As mós, o açude, as zorras, esculturas que emolduram o espaço onde, na frescura do choupal, se apreciam os sabores do pão, do queijo e do vinho.

Mestre Zé Salgueiro

À sombra do loureiro gigante, a enxada de repouso, um tanque de rega, os sulcos húmidos que alimentaram a horta.
Depois a estrada conduz ao lagar de azeite, leito de água férrea de onde se perdera já a cor da oliveira. Que estórias ficaram por contar? A barragem, as pastagens do gado, o verde das vinhas, a adega… o percurso do passeio campestre organizado pelo CEDA e pela MontemorMel, no dia 16 de Maio, e mais fielmente relatado se prosseguirem por aqui.


Barragem do Raimundo