Um dia, ainda hei-de colher violetas brancas para as plantar nas ruas do meu monte. Plantá-las-ei, com os dedos a cheirar a terra, por entre os canteiros e o granito, junto ao alpendre, à beira do forno e do tanque. E as suas flores renascerão em cada ano, em cada dia que anuncie a dádiva da Vida. Hei-de colher e plantar violetas como quem seduz e guarda para si a alma selvagem da Terra. Enquanto o olhar seguir os bandos de patos bravos, enquanto permanecer o arrulhar das rolas, o voo das cegonhas…enquanto florirem as pétalas de esteva e vierem em mornas aragens o perfume da palha, a alma declamada na força telúrica do cantochão, as memórias contadas pela voz dos mestres sem idade…
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
terça-feira, 14 de abril de 2009
Imagens
Imagens guardadas - talvez a memória dos sentidos.
Evasões e retornos – os jardins à porta e os voos no telhado.
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Fonte Ferrenha
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