
Chamam-lhe abertas, aos rasgos de céu azul onde o Sol faz sorrisos e a luz se veste de cor: arco-íris, talvez um pouco de ânimo, corpo causal… Quis tocar o azul, o laranja, o anil… mas o céu fechou-se dia após dia.
E finalmente o Sol voltou, superando as horas em que os sentidos avivaram feridas por defenderem a memória e a imortalidade dos encontros entre seres efémeros, que se dissolvem no nevoeiro do tempo. Sei como as imagens se desvanecem, como foge da pele o toque do corpo físico e se esvaem gradualmente os traços da realidade. “Tinha quinze anos, era o meu primeiro amor, e eu já nem recordo o seu rosto” – dói-me a frase de Marguerite Duras, sempre que me assusto com o esquecimento e que, por isso, deito sal nas feridas. Depois é o espaço vazio das vozes, o abandono dos perfumes…
Mas o Sol regressa, intenso, e vivifica as hastes nuas das árvores. É por isso que guardo as imagens dos primeiros botões, talvez a ilusão dum renascimento, e saro o vazio dos dedos. Reaprendo as cores dos dias, invento jardins perpétuos que ofereço e que guardo, com os que partem, dentro do peito.
E finalmente o Sol voltou, superando as horas em que os sentidos avivaram feridas por defenderem a memória e a imortalidade dos encontros entre seres efémeros, que se dissolvem no nevoeiro do tempo. Sei como as imagens se desvanecem, como foge da pele o toque do corpo físico e se esvaem gradualmente os traços da realidade. “Tinha quinze anos, era o meu primeiro amor, e eu já nem recordo o seu rosto” – dói-me a frase de Marguerite Duras, sempre que me assusto com o esquecimento e que, por isso, deito sal nas feridas. Depois é o espaço vazio das vozes, o abandono dos perfumes…
Mas o Sol regressa, intenso, e vivifica as hastes nuas das árvores. É por isso que guardo as imagens dos primeiros botões, talvez a ilusão dum renascimento, e saro o vazio dos dedos. Reaprendo as cores dos dias, invento jardins perpétuos que ofereço e que guardo, com os que partem, dentro do peito.