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sábado, 2 de janeiro de 2010

Gatos do monte




Na falta de uma lareira, não se duvide, a união faz… o calor!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Gato borralheiro



Nos recantos onde ainda persistem traços de uma vila rural, há gatos que, depois de vaguearem pelas encostas do castelo, regressam a um local mais aconchegado, com um pouco de sol, ou com a expectativa de uma porta a abrir-se. Felizes eram os gatos do monte do meu avô, que tinham a liberdade dos campos mas que se recolhiam, sempre que queriam, no cantinho da grande chaminé.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Da felicidade dos gatos

Consta que no Tratado da Felicidade dos Gatos estão consagrados certos princípios, bem consolidados pelos usos e costumes felinos, o que é facilmente comprovado por quem convive com estes animais. Assim sendo, gato que se preze aprecia:


- festas na barriga;
- uma higiénica sessão de lambidelas;
- umas carícias que lhe façam erguer a cauda;
- um colo sempre disponível;
- uns gatos amigos para se aconchegar;
- um sofá ou uma cesta confortável;
- um edredão onde se possa esconder;
- uma lareira ou aquecedor que o faça borralheiro;
- um recanto ensolarado onde se possa rebolar;


- baloiçar nos cortinados;
- trepar pelos móveis;
- afiar as unhas nos sofás;
- fazer correrias pela casa ;
- mordiscar as plantas de interior;
- brincar com as chaves de casa, os lápis, borrachas, canetas e tudo o que surripia;
- atirar ao chão jarras e outros objectos pouco resistentes;
- puxar e roer botões, chinelos e atacadores, ou o Pai Natal;




- miar insistentemente quando lhe apetece comida fresca;
- roubar, à socapa, o bife e o carapau de cima da mesa da cozinha;
- abrir as portas dos armários e fugir com alguma guloseima;
- apreciar as novas tecnologias, sentando-se em frente ao televisor ou deitando-se sobre o teclado do computador;
- saudar as pessoas às 7 horas da manhã, miando e arranhando a porta do quarto, nomeadamente aos sábados, domingos e feriados;



- escapulir-se para o quintal sempre que pode, e miar a pedir para entrar, de 5 em 5 minutos;
- correr e pular atrás das borboletas;
- subir às árvores e não conseguir descer;
- fugir para o quintal do vizinho, apesar das tentativas para o impedir;
- enfiar-se em toda a caixa, armário, alguidar ou saco que encontre;






- e ligar o “motorzinho” sempre que, enfim, consegue sossegar…

E como todo o documento, este será revisto e actualizado sempre que a Lei Felina o dite!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Impedimentos



Eu até pretendia actualizar o blog com mais frequência mas, por vezes, há certos impedimentos...

sábado, 3 de maio de 2008

Arqueologia, flores e gatos

Da moura encantada, relato de gerações, ficou o encanto do alto castelo a marcar a paisagem. Já se esquece a moura que, em horas tardias, perseguia com a sua sombra os moradores solitários.
Pobre moura fechada na torre!

Falava-se de uma espada, falava-se do ouro e da peste… dos sonhos… das moedas de ouro… e do infortúnio que punia a cobiça… Estórias de mouros ao serão, túneis e fugas em direcção à atafona, ao rio...
Mas a História foi surgindo, lida nas entranhas da terra - Mão de Fátima!

Os relatos que a terra guardou e que ainda acarinha – poço, cisterna?

Astros, solstício, lua cheia - o enigma da Natureza! A terra como um útero!
Refúgio da saudade, da mágoa, da fragilidade humana?

Anta Grande da Comenda. Anta do Paço.
Luras de coelho e ninho de andorinha colado no esteio.


As flores inundaram a História e o granito. O tempo não impediu a Natureza de manter presente o fascínio: a sedução da terra florida, o mistério do percurso humano.




Tarde quente de Abril - Monte do Tojal.
O gato saudou a presença humana. Persistente, seguiu as pessoas pelo montado.





Atravessou flores, pasto, venceu o calor e o cansaço; deitou-se à sombra, enquanto os homens falavam do passado, junto às antas, menir e cromeleque do Tojal.