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sexta-feira, 24 de julho de 2009

Plantação de amoras

É tempo de amoras – amoras das silvas, que crescem selvagens pelas estremas, pelos emaranhados à beira das ribeiras, por entre as paredes abandonadas dos montes. Negras, saborosas, apetecíveis, mas que valem algumas picadelas terríveis. Agora imaginem uma plantação de silvas, bem controlada e cuidada, a encher-se de cachos com suculentas amoras, bem fáceis de apanhar.
Pois bem, essa plantação existe, graças ao empreendimento e à persistência do Sr. José Serra e da sua família, bem perto da cidade, na Quinta da Rebola, à saída para S. Cristóvão e ainda antes de chegar à ecopista. Por isso, nestes dias de Verão, nada melhor do que fazer uma caminhada e saborear o agradável paladar deste fruto tão saudável. Mas se a distância dissuadir alguém, aos sábados de manhã, numa banca do Mercado Municipal que está virada para o centro, há sempre umas caixinhas à venda. Será uma óptima ocasião para fazer uma encomenda, ou para combinar uma visita.


Fotografias obtidas no passeio dos Dias Tranquilos, no dia onze de Julho






Os anfitriões




Todos estavam muito entusiasmados com a colheita das amoras!

Imaginem agora o sabor desta compota e destas tartes!


sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Amoras




Ontem lembrei-me de ir às amoras. Pensei nos silvados onde dantes recolhia frutos suficientes para saborear e para fazer doce – encomenda das tias – mas as veredas junto à levada do moinho estariam, decerto, depois de esquecidas pelas gentes dos montes, ocultas pelo emaranhado de silvas e pelo pasto cerrado.


Procurei outros lugares próximos da cidade, à beira de estrada concorrida. Pasme-se da abundância, caídas em cachos sobre os muros baixos.


Depois segui à beira do rio, nas proximidades da capela de Santa Margarida: amoras bem maduras, algumas doces como passas, outras de bagos redondos e cheios, como são as que crescem na berma da ribeira. Sabor inconfundível, dedos manchados, algumas picadelas e pastos bem cheios, como outrora.

Estranha abundância! Já ninguém vai às amoras?