domingo, 10 de abril de 2011
Pirliteiro
domingo, 6 de fevereiro de 2011
É tempo de olhar o céu
terça-feira, 18 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Maio de encantos!
Vêm-me à lembrança, neste mês de Maio, palavras de Brecht guardadas de uma exposição que impressionou vivamente o meu tempo de aprender Abril:
Como poderá o Homem comover-se com a Arte, se esta não se comover com o destino dos Homens?
Poderá a terra fluir se a voz humana não ecoar na esperança do verde, no sangue vivo da papoila, no fruto da seara que amadurece? Poderá o homem perder-se desta vontade de ser cor e seiva e flor e fruto - chão fértil, haste fecunda - a dádiva conquistada?
Em Maio:
o encanto do mais terno gesto que nos traz a beleza do cântico e do carácter!
domingo, 4 de abril de 2010
Domingo de Páscoa

Pois hoje fui para o campo e levei todos os animais que tinha. Pelas imagens, é bem fácil de ver qual deles morreu à fome.
terça-feira, 30 de março de 2010
Renovação
Límpida e pura,
Duma manhã futura.
Sophia de Mello Breyner
quarta-feira, 10 de março de 2010
Passeios de Primavera
sábado, 27 de fevereiro de 2010
terça-feira, 7 de julho de 2009
Do Montado ao rio Almansor: as lições dos mestres
“Ora senhoras e senhores, agora temos aqui uma outra que é o funcho. Eu comi muito disto quando eu era menino e era já criança. Primeiro, antes de ser criança fui menino, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Isto primeiro… quando isto é pequeno e novo, isto escalda-se com água a ferver. É assim: coloca-se numa…numa tigela, vá lá, cortado, água a ferver para cima, lava-se. Essa água atira-se fora para não ter este gosto tão forte.”
“A raiz e as sementes e as flores…raiz, sementes e flores, serve para os homens e as mulheres se desenrascarem…naquelas marés precisas! Em chá, em chá, mas a raiz também tem uma outra aplicação muito melhor, é aquelas diarreias crónicas que são teimosas em não abalar de maneira nenhuma, um chá…”
A biodiversidade do Montado
Engenheiro Alexandre Pirata
Outras plantas medicinais
"... a minha mãe atafulhava-nos de bolota cozida. Às tantas a gente já não queria mas ela dizia: Olha, se não queres não comes mais nada. A azinheira dá quatro espécies de bolota..."
"Eu a ver se tirava aqui um musgozinho... mas não há aqui. Há aqui uns musgos brancos, aqui em certas partes da azinheira, esses musgos foram usados durante séculos pelos pastores. Porquê? Os pastores antigamente havia alguns que não tinham dinheiro para botas, aquilo era miséria terrível, usavam tamancos, tamancos, era... sola de madeira. Os homenzinhos de Verão andavam atrás do gado, chegava-se à noite com os pés todos feridos, todos feridos, todos assados. O que é que os homens faziam? No dia seguinte, de manhã, enchiam o tamanco de musgos de azinheira e pés adentro. Chegava-se à noite e já estavam completamente sarados e então era só esperar um dia ou dois e ficavam curados. Olha, cá está! É este musgozinho branquinho que está aqui mas era... em grandes quantidades! As mulheres faziam assim: arranjavam musgo destes e depois torravam um pouco para desfazer e peneiravam, as camponesas. Tinham isso dentro de um saquinho, ali para quando fosse necessário porque nesse tempo havia muitos lumes de brasa, lumes de lenha, lumes de lenha, e de vez em quando as crianças caíam e caíam e havia muita gente queimada, ao contrário de hoje. Hoje há outras braseiras. E então as mulheres faziam este... musgo era quase todo torrado e esmagado e peneirado, dentro de um saquinho. Uma criança caía ao lume, ela, de repente, já tinha à mão, já estava preparado. Azeite cru, punha sobre a queimadura rapidamente azeite cru, muito rápido, e depois musgo de azinheira ali em cima. O azeite era para o musgo segurar. Uma camada aí de meio centímetro de musgo, no outro dia a mesma coisa e aquilo não ampolava, não ampolava e ao fim de sete ou oito dias era só esperar que caísse a carapela. Caso contrário criava ampola e havia um sofrimento horrível."
“E depois o teigão tinha à parte de cima um atilho com uma cortiça atada à ponta e tinha assim uma forca… entrava e ficava com aquele eixo e tinha outro atilho com um chocalho atado. Quer dizer, a cortiça estava cá dentro do teigão tapado de trigo e a gente punha o chocalho em cima do atilho. Quando o trigo cá se acabava, o chocalho fazia assim, caía para cima da mó. Você nem queira saber o barulho que aquilo fazia, um gajo estava deitado, era obrigado a acordar. E então o que é que fazia, levantava-se, vinha cá, tratava do moinhozinho, catrapus, deitava-se outra vez e trabalhava ali uma hora, uma hora e…, tornava a tocar…”
“Era pago à maquia, de cem quilos, pagava dez. Você trazia cem quilos de trigo, só levava noventa de farinha. O farelo... ia com a farinha, havia de ficar para o moleiro, não? Depois isto tinha uma coisa, havia aquele moleiro que gostava do farelo da asa de mosca, era o farelo saído, e havia outro que gostava do mais remoído. A farinha com o farelo mais remoído tinha mais força…levantava o pão ou baixava.”
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Primavera
Mas os olhares desviam-se, forçados, para outras margens. No regresso inquieta-me o tempo a escoar-se mais depressa do que a ilusão de guardar o que é jovem e belo. Sei que as pétalas são frágeis e delicadas como papel de seda, frágeis e efémeras como a vida.































