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terça-feira, 24 de agosto de 2010
sábado, 20 de março de 2010
Limpar Portugal!
Escolhidos os locais da intervenção, o grupo iniciou a recolha dos detritos e foi muito bom sentir que, nesta sociedade de hoje, ainda é possível conjugar esforços e lutar por objectivos comuns. Limpou-se um pouco da nossa terra, bastante até, a julgar pelos sacos que se foram amontoando nos sítios próprios. Quanto a Portugal! …
Foi gratificante observar o modo como as crianças se envolveram na caça ao lixo (e o contraste com a atitude dos dois jovens que, algumas horas antes, seguiam de carro por uma das ruas da cidade, atirando papéis pela janela) e acredito que esta acção valeu bem mais do que umas quantas palestras. Aliás, todo este movimento, sendo uma iniciativa de um grupo de cidadãos, valeu muito mais do que certos discursos empolgados sobre as questões ambientais. Esperemos que todos os participantes, e em particular os mais pequenos, continuem empenhados nesta causa, sem descuidos, por menor que seja o papelito do rebuçado, ou a garrafa de água que fica caída junto à mesa do piquenique. E que a dificuldade na recolha das enormes quantidades de plástico desfeito pela chuva e pelo sol, que se entranhava pelas ervas das margens da ribeira, não nos permita esquecer os efeitos tremendos que essa matéria produz na Natureza.
E amanhã? E daqui a alguns dias? Alguém afirmou que, dentro de algum tempo, tudo estará novamente cheio de lixo. Mas o lixo não é o único dos problemas. Houve quem recordasse as margens da ribeira e as hortas, as fontes sufocadas pelos silvados…recordações dos moradores, de quem assistiu ao esquecimento do rio, gradualmente engolido por ervas e silvas, por troncos derrubados pelo vento – a barreira que rouba as águas do Almansor, que faz temer outras consequências, que transforma o convívio entre as gentes e o rio numa memória cada vez mais distante.
Foi gratificante observar o modo como as crianças se envolveram na caça ao lixo (e o contraste com a atitude dos dois jovens que, algumas horas antes, seguiam de carro por uma das ruas da cidade, atirando papéis pela janela) e acredito que esta acção valeu bem mais do que umas quantas palestras. Aliás, todo este movimento, sendo uma iniciativa de um grupo de cidadãos, valeu muito mais do que certos discursos empolgados sobre as questões ambientais. Esperemos que todos os participantes, e em particular os mais pequenos, continuem empenhados nesta causa, sem descuidos, por menor que seja o papelito do rebuçado, ou a garrafa de água que fica caída junto à mesa do piquenique. E que a dificuldade na recolha das enormes quantidades de plástico desfeito pela chuva e pelo sol, que se entranhava pelas ervas das margens da ribeira, não nos permita esquecer os efeitos tremendos que essa matéria produz na Natureza.
E amanhã? E daqui a alguns dias? Alguém afirmou que, dentro de algum tempo, tudo estará novamente cheio de lixo. Mas o lixo não é o único dos problemas. Houve quem recordasse as margens da ribeira e as hortas, as fontes sufocadas pelos silvados…recordações dos moradores, de quem assistiu ao esquecimento do rio, gradualmente engolido por ervas e silvas, por troncos derrubados pelo vento – a barreira que rouba as águas do Almansor, que faz temer outras consequências, que transforma o convívio entre as gentes e o rio numa memória cada vez mais distante.
Os dias passados na Pintada, os almoços à beira da fonte férrea, os banhos nos pegos, as pescarias… não são apenas registos de outras vivências, são opções negadas às gerações presentes! Este foi também um dos tópicos abordados nas Jornadas do Património, que decorreu no dia vinte de Fevereiro (quando outras ribeiras saltaram as margens) e, assim sendo, é caso para perguntar:
Não podemos recuperar o nosso rio?
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