Madressilva - do emaranhado que se entrelaça nas barreiras rudes, o peculiar desenho das pétalas e um perfume que toca a raiz do coração.
Madressilva - talvez o poema que guarda os aromas das manhãs, a música dolente dos rebanhos, os risos das horas em que os anseios humanos se aquietam.
Procuro a palavra na poesia. Encontro-a nos versos do poeta.
Serão Palavras
Diremos prado bosque
primavera,
e tudo o que dissermos
é só para dizermos
que fomos jovens
Diremos mãe amor
um barco,
e só diremos
que nada há
para levar ao coração
Diremos terra mar
ou madressilva,
mas sem música no sangue
serão palavras só,
e só palavras, o que diremos.
Eugénio de Andrade, “Mar de Setembro”