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domingo, 24 de abril de 2011
domingo, 4 de abril de 2010
Domingo de Páscoa

Reparei, há alguns dias, numas frases que decoravam um saco de papel. Um idoso contava a seu neto que trazia dentro do peito dois animais que lutavam entre si: um leão furioso e vingativo e um cordeiro doce e tranquilo. Perguntou-lhe o neto qual deles acabaria por vencer, ao que o avô respondeu: “Vence aquele que eu alimente.”
Pois hoje fui para o campo e levei todos os animais que tinha. Pelas imagens, é bem fácil de ver qual deles morreu à fome.
Pois hoje fui para o campo e levei todos os animais que tinha. Pelas imagens, é bem fácil de ver qual deles morreu à fome.
sábado, 3 de abril de 2010
Culto da Fertilidade
Localizada entre Monsaraz e S. Pedro do Corval, a Pedra dos Namorados é um afloramento granítico onde se cumpria um ritual relacionado com o culto da fertilidade. Segundo consta, na segunda-feira de Páscoa, as raparigas solteiras iam atirar uma pedra para cima da grande rocha.

De acordo com as demonstrações a que assisti ainda há pouco tempo, o lançamento é feito de costas e cada tentativa falhada corresponde a um ano de espera para a realização do casamento. O pior é que, por vezes, as pedras que são lançadas lá para cima arrastam as que lá permaneciam, o que não é considerado um bom augúrio para as outras relações.
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O mais curioso é que nem as pessoas casadas resistem a fazer um lançamento. Bem, e pelo que me foi possível observar, a falta de perícia nesta arte de lançar pedras continua a ser uma realidade, quer para os namorados, quer para os simples curiosos.

Triste sorte, a de ser cacto junto à Pedra dos Namorados!
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Sexta-feira
Guardo da Páscoa boas recordações, quase todas relacionadas com a vida no campo: o rosmaninho que se levava para casa, as amêndoas recebidas em troca do raminho de alecrim, o tradicional almoço de segunda-feira junto à ribeira ou à beira de uma albufeira, o aroma do forno de lenha e dos folares com que os nossos avós nos presenteavam…E é essa imagem que prefiro guardar para estes dias: uma apoteose de cores, de perfumes primaveris e de prados verdes onde os pequenos e irrequietos borregos podem continuar a crescer. Hoje, pois, escrevemos nomes de vilas em pequenos papéis, sorteámos os destinos e seguimos o rasto de um dia esplendorosamente solar, tão solar que pintou de ouro alguns recantos. Procurámos as flores de esteva, subimos as calçadas medievais, aguardámos pelos voos das andorinhas e fugimos das vozes excessivas das multidõesDescobrimos casas e chaminés, espreitámos os barros e as fontes, o pano bordado à porta de casa e uma história que havia para contar.
O cansaço não tornou o percurso fácil mas, porque a amizade ficou ao nosso lado, ainda assim aproveitámos cada momento para esvaziar os altares dos sacrifícios e louvar a vida.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Domingo de Ramos
Neste Domingo já não vi quem levasse ramos de alecrim para a Igreja. Era costume, no Domingo de Ramos, levar o alecrim para ser abençoado na missa. O alecrim era depois colocado, em cruz, bem no meio das searas.
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