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segunda-feira, 17 de maio de 2010

De novo a beleza








Prende-me o olhar, este galope solto num prado de Maio – o sangue fogoso, a força elegante – sobre a erva que uma chuva miudinha fez brilhar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Gatos, cães e chuva


“Mas que tempo… será que se petisca algo por aqui, ou só há guarda-chuvas partidos?”




“Ai chove? Deixa chover!!! Não é por isso que vamos deixar de brincar!”

sexta-feira, 5 de junho de 2009

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Por favor, não incomode!


Passe mas não incomode quem, à beira do caminho, sofre
de digestão difícil, ou recupera de uma noitada daquelas !



sábado, 7 de março de 2009

A pureza dos dias




É na aparente insignificância que encontro a força da vida e a pureza dos dias!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Da felicidade dos gatos

Consta que no Tratado da Felicidade dos Gatos estão consagrados certos princípios, bem consolidados pelos usos e costumes felinos, o que é facilmente comprovado por quem convive com estes animais. Assim sendo, gato que se preze aprecia:


- festas na barriga;
- uma higiénica sessão de lambidelas;
- umas carícias que lhe façam erguer a cauda;
- um colo sempre disponível;
- uns gatos amigos para se aconchegar;
- um sofá ou uma cesta confortável;
- um edredão onde se possa esconder;
- uma lareira ou aquecedor que o faça borralheiro;
- um recanto ensolarado onde se possa rebolar;


- baloiçar nos cortinados;
- trepar pelos móveis;
- afiar as unhas nos sofás;
- fazer correrias pela casa ;
- mordiscar as plantas de interior;
- brincar com as chaves de casa, os lápis, borrachas, canetas e tudo o que surripia;
- atirar ao chão jarras e outros objectos pouco resistentes;
- puxar e roer botões, chinelos e atacadores, ou o Pai Natal;




- miar insistentemente quando lhe apetece comida fresca;
- roubar, à socapa, o bife e o carapau de cima da mesa da cozinha;
- abrir as portas dos armários e fugir com alguma guloseima;
- apreciar as novas tecnologias, sentando-se em frente ao televisor ou deitando-se sobre o teclado do computador;
- saudar as pessoas às 7 horas da manhã, miando e arranhando a porta do quarto, nomeadamente aos sábados, domingos e feriados;



- escapulir-se para o quintal sempre que pode, e miar a pedir para entrar, de 5 em 5 minutos;
- correr e pular atrás das borboletas;
- subir às árvores e não conseguir descer;
- fugir para o quintal do vizinho, apesar das tentativas para o impedir;
- enfiar-se em toda a caixa, armário, alguidar ou saco que encontre;






- e ligar o “motorzinho” sempre que, enfim, consegue sossegar…

E como todo o documento, este será revisto e actualizado sempre que a Lei Felina o dite!

domingo, 21 de dezembro de 2008

sábado, 4 de outubro de 2008

Dia Mundial do Animal



"Não podemos ter um coração para os animais e outro para os humanos. Temos um único coração ou não temos coração de todo."
Alphonse de Lamartine
Citado por: Associação Pelos Animais

sábado, 22 de março de 2008

O pequeno burro


Merece um grande plano !

Páscoa cinzenta


Este seria o momento ideal para afastar as preocupações diárias do trabalho e procurar novas energias. Insisti, tentei fotografar hastes oscilantes, procurei flores ainda não registadas, ignorei o cinzento da tarde e as nuvens carregadas, espreitei a eco-pista mas sem resultados positivos.



Quando apontava a objectiva para os corvos, a chuva obrigou-me a fechar rapidamente a janela. Valeu-me, alguns minutos antes, ter reparado num rebanho e no pequeno burro. Temi receber uma dentada mas o animal mostrou-se dócil e curioso.

sexta-feira, 21 de março de 2008

À procura de lontras

A lontra lutra lutra (lontra de tipo euro-asiático), "animal territorial e solitário, com extraordinárias aptidões anfíbias e hábitos nocturnos e crepusculares", povoa o meu imaginário e é responsável por uma lacuna significativa na minha relação com o rio. Com efeito, nunca avistei qualquer exemplar destes animais, apesar de ter explorado os "pegos" de água limpída, cheios de peixes e de rãs. É certo que as lontras se escondem nas margens arborizadas e densas, nos emaranhados de raízes e de troncos, mas esses eram os trilhos que percorríamos há muitos anos, por causa da pesca, das amoras ou apenas pela aventura da descoberta.
Dia quinze de Março, chegámos ao núcleo de interpretação ambiental dos Baldios ao início da tarde. Avistámos lontras mas apenas em fotografias e, durante o passeio, observámos alguns vestígios da sua presença.

Elas estavam por ali, algures nas margens da ribeira, esperando que o entardecer oferecesse um ambiente mais propício a uma refeição de peixe ou de lagostim. Antes assim! É preferível que a presença humana não perturbe ainda mais o seu mundo.

Um ponto alto consistiu na descoberta de pegadas marcadas na lama (indecifráveis, não fosse a sabedoria do biólogo). Quanto aos dejectos, por serem marcas territoriais, era impossível não os encontrar.
O passeio permitiu-nos observar outros motivos de interesse na área envolvente.


Na margem rochosa e selvagem



havia o verde luminoso dos rebentos primaveris.


o azul debruçado sobre as águas,

o bordado da superfície,
a pequena rã que sejulgou invisível.

Havia a diversidade de flores:




as Campainhas (Narcisos, de acordo com a literatura especializada),

mais Narcisos (ou serão Junquilhos ?),

e pescadores da vila mais próxima.



E as lontras? Talvez um dia, durante um passeio, num encontro casual...