Nunca falei sobre o porquê da palavra com que me identifiquei, que aglutina Ébano e Azul, nem tão pouco direi agora do significado que tem. Mas, se há nomes que nos atribuem quando nascemos, também nós construímos aquele que simboliza o que somos, ou aquilo que julgamos ser. E este nome é meu, indiscutivelmente, e levá-lo-ei, guardá-lo-ei comigo. Também nunca comentei a perplexidade que senti quando surgiu esta modalidade dos seguidores de um blogue, como se não fosse possível exprimir o nosso interesse e a nossa empatia através dos comentários, como se não houvesse uma ferramenta que permitisse adicionar os favoritos e como se não fosse tão fácil, com um simples “clique”, acompanhar os textos, as imagens e os pensamentos dos amigos (mais ou menos recentes) e de outras pessoas com as quais nos começámos a sentar à beira de um campo de trigo.
Aos que foram, aos que permanecem e aos que vierem (caso venham), digo-lhes que aqui ficam as palavras de que fui capaz (são apenas palavras mas, se delas retirarem as emoções…), ficam as imagens, que não são minhas: as plantas, as flores, os rios permanecem (se o ser humano fizer por isso) e o gesto de usar uma máquina não é mais do que uma tentativa, talvez um acto um tanto ou quanto ingénuo e algo desesperado de imobilizar o tempo e a beleza das coisas, uma tentativa de guardar a vida… um gesto tão inútil em relação aos meus pequenos felinos que desapareceram por algumas destas estradas.
Acredito que não há melhor momento do que a Primavera para colocar um ponto final num texto que fala da terra a fluir. Apesar de tudo, a Primavera far-nos-á acreditar que “nada se perde” e que “tudo se transforma”. Talvez seja assim… talvez nos encontremos por aí.
Um abraço enorme e sentido!
Um abraço enorme e sentido!
Ezul