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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Passeio campestre por S. Cristovão - I

Manhã de Maio, pouco florido mas quente, intensamente quente. Partimos em direcção à Courela do Tojal. Que segredos contam as misteriosas covinhas do Menir? Quem sabe se explicam por que motivo as flores faltaram tanto, este ano, por esses campos fora. Um pouco de  soagem ganha agora cor e, bem ao lado do cromeleque, uns magníficos malmequeres que se enchem de pétalas flutuantes. Um pouco de História, reconhecimento de plantas medicinais pelas palavras do Mestre Zé Salgueiro e a identificação de outras plantas com tanta serventia no quotidiano camponês, como as hastes da Gilbardeira, juntinhas à vedação, e que voltámos a fotografar depois, já transformada em vassoura, na velha moagem.











terça-feira, 4 de maio de 2010

Maio de encantos!



Vêm-me à lembrança, neste mês de Maio, palavras de Brecht guardadas de uma exposição que impressionou vivamente o meu tempo de aprender Abril:

Como poderá o Homem comover-se com a Arte, se esta não se comover com o destino dos Homens?






Poderá a terra fluir se a voz humana não ecoar na esperança do verde, no sangue vivo da papoila, no fruto da seara que amadurece? Poderá o homem perder-se desta vontade de ser cor e seiva e flor e fruto - chão fértil, haste fecunda - a dádiva conquistada?



Oh, Maio! Maio de encantos, de Primavera - idade adulta, flor de vida, primeiros frutos…
Oh, Maio, que a cor de Abril não se dilua em chãos de nada, em espigas secas, em vontades abandonadas!



Em Maio:
o encanto do mais terno gesto que nos traz a beleza do cântico e do carácter!