Desta terra não vi o lobo, nem o gato-bravo… Vi um rio por detrás de montes que não segui, um rio a vencer a terra, as linhas perdidas do caminho-de-ferro…
E no assombro da visão, senti as palavras que narram a força e a perseverança, a acção humana a rivalizar com o “excesso da natureza”, o prodígio de uma paisagem que deixa de o ser à força de se desmedir.”
E pensei nessa mesma força que rasgou as terras piçarrentas do sul, onde as raízes do vinho se perfumaram de esteva. Outro prodígio, vencer a secura ardente de uma chuva escassa e de um chão sequioso. Aí, por todos esses lugares onde os sonhos se fizeram vida, e onde a terra se tornou a nossa casa.