domingo, 30 de janeiro de 2011
O mercado municipal
sábado, 25 de julho de 2009
Hortas da região
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Cabaz do hortelão
Voltando ao cabaz, no dia em que os fui levantar, cheguei à Junta de Freguesia cansada de correrias. Peguei na caixa, espreitei o seu conteúdo e coloquei-o rapidamente no carro. Mas depois, quando me dirigia a casa, comecei a sentir um cheiro intenso a horta e foi como regressar à frescura das tardes de Verão passadas nas quintas, onde a água da rega levantava o odor dos sulcos de terra e dos pés de hortelã e segurelha.


Dessas hortas, recordo vivamente os grandes tanques, normalmente cobertos por parreiras, e as fontes de água fresca onde se pendurava o corcho de cortiça. Era junto às fontes, à sombra de uma árvore, ou numa mesa de pedra (geralmente, era a mó de uma das azenhas da região), que se faziam os piqueniques. Só que não ia tudo feito de casa. Pelo contrário, era ali mesmo que se preparavam a salada de tomate e pepino, o gaspacho (com a água da fonte) e que se assavam as sardinhas e os pimentos. Para sobremesa, as ameixas amarelas ou vermelhas, cujo sabor apenas recupero quando compro a fruta aos camponeses que se deslocam ao mercado municipal, aos sábados.
Quando conheci um oásis tunisino, pequeno espaço fértil com verdejantes legumes e perfumada menta, de que recordo especialmente as romãzeiras e as tamareiras, lembro-me de ter pensado que já os tinha encontrado há muito tempo, no Alentejo. Na Tunísia, a visita a essas hortas insere-se num itinerário turístico que dá a conhecer a cultura e o modo de vida das populações. Pois por cá, no mercado, quando compro a qualquer hortelão, trago sempre, em dois dedos de conversa, um conhecimento de gerações e um pouco da nossa identidade. Dizia-me um deles, há uma semana, em jeito de pedido de desculpa, que pedia um euro e meio por dois molhos de beldroegas porque davam mais trabalho do que andar a colher o feijão verde. E eu disse-lhe que sabia que era mesmo assim. Gosto de refazer, nesses diálogos, o desenho do feijão enfileirado, a cor a amadurecer nos tomateiros, as plantas dos melanciais, as beldroegas agarradas à terra húmida… E eles gostam de saber que não encontro, seja em que hipermercado for, o mesmo sabor genuíno.
E é por tudo isto que continuo a ir ao mercado e que encomendo o cabaz do hortelão.
sábado, 10 de maio de 2008
Sabores genuínos
E, para além disto, não há nada que supere o prazer de ir até um destes lugares frondosos e andar a apanhar fruta saborosa.

