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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Flores azuis!

Hei-de trazer para aqui as flores azuis, aquelas que se elevam dos muros a louvar o sol! Porque há flores que são eternas e que nos falam do que é risonho e bom!Hoje preciso de flores dessas!
Ao entardecer, os pardais agitavam-se nos ramos das palmeiras, nos revoltos caules da buganvília. Pergunto-me se o abrigo os protegerá do frio e se o bando afastará deles a solidão. Frágeis aves! Onde irão eles colher as suas flores azuis?

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Quanto tempo pode durar o Inverno?



Por razões que nem preciso explicar, sinto um certo desconforto quando pretendo desejar os tradicionais votos de Ano Novo. Este tem sido um Inverno frio, húmido, cinzento e desanimador. Quanto tempo poderá durar o desalento? Para desejar um Novo Ano, apenas posso deixar aqui a luz e a cor que encontrei numa destas tardes, quando o céu se abriu e as árvores nuas se emolduraram de azul. Que seja sempre possível, nos tempos que se aproximam, querermos e termos vontade para olharmos para cima,  mantendo os pés bem assentes numa terra que não queremos que seja semeada de injustiça, de egoísmo, de exclusão.

Feliz Ano Novo 

sábado, 27 de novembro de 2010

sábado, 2 de janeiro de 2010

Paisagem de Inverno






Paisagem de Inverno ou… a primeira lição de desenho.
Esboço a carvão, obra de arte…
As aves escreveram a melodia. Quem escreverá o poema?



quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Outono e Inverno


Já desapareceram as árvores com folhas douradas, os resíduos do verde, os tons avermelhados dos diospireiros e das vinhas...



Guardo do Outono a imagem das cores, a recordação de breves viagens sob a névoa da chuva miudinha, o desenho da água a correr pelas bermas da estrada, pela vidraça do carro, o trepidar do motor e o calor de um casaco de lã a embalar a sonolência!

Percorro as imagens do S. Martinho: a visão do castelo, um sol tímido a abrir a luz da manhã, o rumor da multidão e dos festejos, o calor nas mãos, o doce fogo do vinho, o aroma e o sabor das castanhas, o perfume da madeira.


E eis que o Inverno chega, a espalhar cristais de gelo pelos campos.





Parecem mais frias, as paredes de pedra lá no cimo. Imagino enormes lareiras, flamejantes labaredas a iluminar manhãs cinzentas, sombras projectadas sobre as tapeçarias…


Mas nem o frio esconde as cores, imagens que capto, talvez na ilusão de guardar o segredo das madrugadas.


quarta-feira, 4 de março de 2009

Um pouco mais de chuva e frio


De novo a chuva e o frio… À luz do dia, as cores das primeiras flores...
Mas é a dança de fogo que nos transporta para um Maio Islâmico - um perfume de estevas à espera, nas margens do Guadiana.

domingo, 21 de dezembro de 2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

sábado, 29 de dezembro de 2007

Natal

"O ano novo entrava por um dia de vento e de aguaceiros.Céu pardo, terra transida..."
Fialho de Almeida

"O Céu, de um azul ternamente açucarado, só pela tarde se tingiu de uma espessa neblina, vinda dos prados."
Antunes da Silva

"Sem o vento e o frio, a neve ou a chuva, a gostosa melancolia do Natal não tarjava a existência fabulosa destas festas familiares."
Antunes da Silva


"Viesse o frio e a neve, quando vinha, pois dava gosto sentar-se um homem à lareira e aí, entre um copo de vinho e um naco de linguíça assada em aguardente, não sentir desamor por ninguém. Olhem o singeleiro do "monte" que carrega, já sol posto, o maior madeiro do monturo que estará aceso dia e noite, do Natal ao Ano Bom."
Antunes da Silva