terça-feira, 20 de maio de 2008
Dedaleira
Bela mas perigosa por ser tóxica. Era uma das flores preferidas para compor os ramos colhidos nos campos.
domingo, 18 de maio de 2008
domingo, 11 de maio de 2008
O ciclo do pão
pão da Vidigueira - feira do pão e dos doces conventuais
"As ceifas executam-se, geralmente, com a foice braçal, manejada por homens, rapazes e mulheres, e, pouco ou nada, por meio de ceifeiras mecânicas. De ordinário, começa-se de 1 a 24 de Maio e acaba-se de 10 a 18 de Julho, ou pouco mais tarde. Dois meses, aproximadamente.
Primeiro, ceifam-se as cevadas, os centeios e as aveias (...) Depois passa-se aos trigos. Começa-se, em regra, pelos moles e conclui-se nos rijos."
Primeiro, ceifam-se as cevadas, os centeios e as aveias (...) Depois passa-se aos trigos. Começa-se, em regra, pelos moles e conclui-se nos rijos."
Silva Picão, "Através dos Campos"
sábado, 10 de maio de 2008
O homem e a terra
A primeira vez que li este aviso, já há algum tempo atrás, passava por terras de areia, onde me disseram que era habitual as pessoas saírem pelos campos à procura de cogumelos, actividade que representava uma fonte extra de rendimentos. Julguei tratar-se de um processo para evitar
que pessoas menos conscientes devassassem os campos com uma recolha agressiva e exagerada. Há poucos dias voltei a encontrar esta placa e reparei então na referência ao Código Civil. O que me inquietou foi encontrar o aviso, agora colocado em terrenos relativamente próximos e onde nunca dera por qualquer tipo de restrição. Por desconhecer o conteúdo dos artigos indicados, eis as dúvidas que me surgiram: a proibição prende-se com a necessidade de proteger espécies ou com a vontade de proprietários ciosos das suas posses?
Procurei a informação necessária, esclareci as dúvidas. Quase todas! Em contrapartida, uma certeza: as palavras do chefe índio, sábias e intemporais, têm de ser relembradas.
que pessoas menos conscientes devassassem os campos com uma recolha agressiva e exagerada. Há poucos dias voltei a encontrar esta placa e reparei então na referência ao Código Civil. O que me inquietou foi encontrar o aviso, agora colocado em terrenos relativamente próximos e onde nunca dera por qualquer tipo de restrição. Por desconhecer o conteúdo dos artigos indicados, eis as dúvidas que me surgiram: a proibição prende-se com a necessidade de proteger espécies ou com a vontade de proprietários ciosos das suas posses?
Procurei a informação necessária, esclareci as dúvidas. Quase todas! Em contrapartida, uma certeza: as palavras do chefe índio, sábias e intemporais, têm de ser relembradas.
“Somos parte da terra e ela faz parte de nós.”
“Isto sabemos: a terra não pertence ao homem, o homem pertence à terra. Isto sabemos: todas as coisas estão ligadas como o sangue que une a família. Há uma ligação em tudo.”
Sabores genuínos
Estes não são os frutos normalizados, de pele dourada, polpa carnuda, sumarenta e sensaborona que invadem as nossas lojas. Pequenos e manchados, picados pelas abelhas e pelos pássaros, guardam um sabor genuíno, obtido nas hortas tratadas por hortelãos pacientes e dedicados, com métodos verdadeiramente biológicos. São o testemunho do orgulho que alguns camponeses sentem pelas suas pequenas fazendas onde, com um modo de vida ainda marcado pela autarcia, resistiram às modas e às imposições.
E, para além disto, não há nada que supere o prazer de ir até um destes lugares frondosos e andar a apanhar fruta saborosa.
E, para além disto, não há nada que supere o prazer de ir até um destes lugares frondosos e andar a apanhar fruta saborosa.
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