sexta-feira, 5 de junho de 2009

Às vezes



Às vezes apetece olhar a paisagem e estender o dedo devagar, como quem desenha o contorno do horizonte. Às vezes, há um oceano tranquilo e ondulado, e cresce a vontade de ser corpo-água, de ser barco…




Às vezes… às vezes, são os homens que levam uma paleta de cor e que desenham a paisagem.


Varanda


Página a página, o tempo foi levando personagens e concluindo histórias. Ficaram os cenários. Se abrisse esse livro, sentar-me-ia à varanda para aprender a linguagem dos choupos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Janela

Deixo as janelas fechadas, muitas vezes, sem tempo para lembrar os dias em que os sons do campo entravam pelas ruas da cidade. O vento trazia o rebanho, e a imaginação seguia o vento, até a cor do mar entrar pela janela. Agora passo depressa pelas ruas, e até me esqueço desse desejo de transpôr o sentido do tempo... Mas olho a janela e guardo-a. Quem será a senhora das rendas e das rosas?



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Azul do monte



Azul perdido nos montes abandonados... esse azul onde me encontro e sei quem sou. Céu ou mar, olhar raro de gato... Cor fria, dizem. Soubessem sonhar os espaços e os momentos que nos libertam!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Arenária







Parece que alguém bordou flores miudinhas sobre o passeio. Só ainda não tinha encontrado esta variedade de cor branca.

domingo, 3 de maio de 2009

Orquídea selvagem


Encontrei-a na berma do caminho, logo no início do percurso pedestre. Creio que mais ninguém reparou e, no entanto, foi um dos momentos mais incríveis da caminhada.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Registos de Maio

Um campo intenso de papoilas, no coração da cidade.




E algures, num pequeno bairro, uma simulação da liberdade.