quarta-feira, 26 de novembro de 2008

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O vento, a canção e a esperança




Porque, no meio da tristeza, do medo e da indignação,todos os dias preciso deste poema!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Terra lavrada



Quando a Terra
a Terra é lavrada e urge
e abre à vida o seu significado
a Terra cresce da palavra e dos dedos
como hino ou culto reinventado.
Quando a Terra
a Terra é lavrada de rasgo profundo
a cor intensa e a voz latente
estão cá dentro, em cada sulco.
Como se das mãos do meu avô
nascesse toda a juventude do mundo!

sábado, 1 de novembro de 2008

Artesanato em cortiça


O tirador de cortiça

Peça de artesanato adquirida na feira que se realiza no último sábado de cada mês, em Vendas Novas.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Noite de bruxas

Que noite de bruxas, húmida e fria, pouco acolhedora!
Mas se tiverem de percorrer caminhos, não se detenham nas encruzilhadas. Protegidos por bons agasalhos e botas impermeáveis, escutem os sons nocturnos e façam um esboço de dança... mas lamentem o pobre condenado que percorre as sete vilas encasteladas. Quanto não vale um serão à lareira, contar uma boa história de bruxas e lobisomens!
Abóboras esculpidas, não há! Ah, mas um feijão com mogango a fervilhar na panela de barro, um cozido de grão, uns brenhóis salpicados de açúcar e canela... E um bom chá de poejos, para afastar catarros que assustam mais que os medos.

sábado, 25 de outubro de 2008

Cogumelos

Disseram-me, há uns dias atrás, que o tempo estava propício ao aparecimento de cogumelos. Com efeito, hoje de manhã, observámos alguns nos terrenos próximos das Caeiras e da ermida de S. Luís da Mougueira, mas não houve tempo para os fotografar, uma vez que o passeio tinha como destino conhecer os lindíssimos frescos de algumas ermidas e igrejas da região.

Recuperei as fotografias registadas noutros momentos e noutros locais, só porque sinto curiosidade pela sua forma, cor e volume.



Não os identifico, não sei reconhecer os que são comestíveis e nunca me atreveria a fazer, sozinha, a experiência. Contudo, em Maio, tive oportunidade de acompanhar quem os colhe e consome regularmente. Explicaram-me que quando estão muito abertos já não se podem aproveitar, indicaram-me alguns pormenores que caracterizam as espécies comestíveis e, logo depois, seguiu-se a demonstração culinária.



Pude comprovar o sabor extraordinário e a textura acetinada, apreciando sobretudo os boletos. Foi um verdadeiro festival gastronómico, que incluiu espargos e túberas. Quanto a estas trufas, espero um dia conseguir vê-las no campo. Por enquanto, guardo a memória de tais sabores e reservo para os dias de Novembro a recolha de bolotas doces e a confecção do bolo e do pão de bolota.