terça-feira, 24 de agosto de 2010

Um local agradável

Mora - Fluviário - Açude do Gameiro





Um recanto agradável, onde se pode encontrar um pouco de frescura e de tranquilidade. Nesta margem do rio, ainda que os banhos não se recomendem por agora, devido às bactérias que foram detectadas na água, sabe bem ficar a observar os pequenos peixes, a vegetação característica, o desenho que a brisa deixa na superfície da água.
E, claro, há sempre o Fluviário, para melhor observação dos barbos, das bogas, dos achigãs...

Verão

Santiago do Escoural

Vem muito a propósito, inserir o texto que  faltava num dia em que as fortes chuvadas provocaram tantas inundações. Porque é neste dia trinta de Outubro, dia em que se fazem sentir os problemas recorrentes das fortes chuvadas, que podemos voltar a questionar as razões do flagelo dos incêndios que transformam os dias de Verão em dias de terror. Acabaram os dias quentes, baixaram as temperaturas, problema solucionado! O Inverno tem destas maravilhas!!! Já os meses de Julho e Agosto...bem, nesses podemos estar tranquilos porque nenhum comerciante verá as suas lojas submersas, não haverá famílias desalojadas por águas  (só pelo fogo mas isso agora....passou à História até se reiniciar o ciclo) que transbordam de ribeiras que não são limpas, por águas que recuperam os leitos usurpados, não haverá pessoas arrastadas por correntes de lama... E o fogo? Crime?Negociatas?Demência? Incúria? Incapacidade física e financeira das populações para limpeza das matas? Ignorância boçal de quem pretende renovar pastagens sem ter capacidade para ponderar os seus actos? Demissão e desorganização das instituições? Falta de civismo do cidadão comum, daquele que continua a atirar a beata pela janela do carro com a mesma indiferença com que atira o lixo e as garrafas de cerveja, ou que escarra no chão e urina na via pública?
A água e o fogo...uma só realidade!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Certos paraísos










Há certos paraísos que têm a dimensão humana, na verdadeira (naquela que queremos que seja a mais genuína) acepção da palavra. Como paisagem enquadrada num espaço classificado que merece a atenção daqueles que zelam pela defesa do ambiente e pela preservação das espécies, aspecto imprescindível para a manutenção do equilíbrio desta terra que somos todos nós, não deixa de guardar em si os traços das vivências camponesas, daquelas comunidades que tão bem conheciam, de forma empírica, o verdadeiro significado de ecossistema e de biodiversidade. Pouco interessará proferir aqui o nome do lugar, da ribeira, do açude, das gentes que percorrem estes trilhos, alguns dos quais guardam ainda esse aspecto rude e selvagem das barreiras de xisto, de um chão de terra piçarrenta; fundamental será revelar como a população da aldeia ainda guarda a memória de uma salutar relação com o campo, com o prazer dos banhos no rio e das travessias sobre os seixos, as correntes ainda límpidas, as pescarias sob o abrigo dos recantos mais frondosos.
Campos de trigo - searas, ramos de papoilas e de malmequeres, lírios do monte, maios espalhados pelas barreiras, uma orquídea despercebida…e a apanha da espiga, a memória do trabalho, o conhecimento das plantas e dos caminhos, a memória dos montes e da famílias, das alcunhas, o reconhecimento dos locais que acolhem as famílias e o grupos na segunda-feira de Páscoa… Não há palavras de ordem; alguém colhe uma flor aqui e ali, pois colhe… mas os sinais de satisfação por uma terra que se mantém como a memória guardou são tantos, que não podemos deixar de acreditar que há, algures, certos paraísos guardados na identidade de uma comunidade camponesa.












terça-feira, 18 de maio de 2010

Deslumbramento





Campo de soagem - a intensidade da cor de Maio. Apoteose! Que mais poderão dizer as palavras, que não seja o intenso e absoluto deslumbramento?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

De novo a beleza








Prende-me o olhar, este galope solto num prado de Maio – o sangue fogoso, a força elegante – sobre a erva que uma chuva miudinha fez brilhar.