Agora o calor é abrasador, dói na pele, sufoca a respiração, tolhe os gestos. Esgotou-se o verde, desvaneceram-se as cores, queimadas pela cor do pasto. Só as oliveiras, de verde cinza, as azinheiras e os sobreiros. Mas a quem se afoite ao ardor das tardes, os silvados dos valados ou da beira-rio oferecem deliciosos cachos de amoras.
De Abril, Maio e Junho, guarda-se a memória das cores campestres.
De Abril, Maio e Junho, guarda-se a memória das cores campestres.
Soagem

4 comentários:
Lindas as flores... e aprendi alguns dos nomes.
Venham mais Alentejo captado pela tua sensibilidade.
Que beleza se me deparou ao chegar aqui.. Parabéns e obrigada pela partilha..um abraço, ell
Algumas dstas flores fazem parte da minha infancia, outra(poucas)não conheço.. Lindas e tal como o lugar onde nascem são emissárias de paz , magia, cor e perfume sem igual.Parabéns.Um abraço
É de uma subtileza, de uma sensibilidade, este espaço, que nos toca pelo genuíno, pela beleza, pela cristalina escrita.
Aqui fica o meu agrado pelo que acabei de ver, ao desfolhar estas flores de poesia.
Beijinho
Luís
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