Nos recantos onde ainda persistem traços de uma vila rural, há gatos que, depois de vaguearem pelas encostas do castelo, regressam a um local mais aconchegado, com um pouco de sol, ou com a expectativa de uma porta a abrir-se. Felizes eram os gatos do monte do meu avô, que tinham a liberdade dos campos mas que se recolhiam, sempre que queriam, no cantinho da grande chaminé.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Gato borralheiro
Nos recantos onde ainda persistem traços de uma vila rural, há gatos que, depois de vaguearem pelas encostas do castelo, regressam a um local mais aconchegado, com um pouco de sol, ou com a expectativa de uma porta a abrir-se. Felizes eram os gatos do monte do meu avô, que tinham a liberdade dos campos mas que se recolhiam, sempre que queriam, no cantinho da grande chaminé.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Outono e Inverno
Já desapareceram as árvores com folhas douradas, os resíduos do verde, os tons avermelhados dos diospireiros e das vinhas...
Guardo do Outono a imagem das cores, a recordação de breves viagens sob a névoa da chuva miudinha, o desenho da água a correr pelas bermas da estrada, pela vidraça do carro, o trepidar do motor e o calor de um casaco de lã a embalar a sonolência!
Percorro as imagens do S. Martinho: a visão do castelo, um sol tímido a abrir a luz da manhã, o rumor da multidão e dos festejos, o calor nas mãos, o doce fogo do vinho, o aroma e o sabor das castanhas, o perfume da madeira.
E eis que o Inverno chega, a espalhar cristais de gelo pelos campos.
Parecem mais frias, as paredes de pedra lá no cimo. Imagino enormes lareiras, flamejantes labaredas a iluminar manhãs cinzentas, sombras projectadas sobre as tapeçarias…
Mas nem o frio esconde as cores, imagens que capto, talvez na ilusão de guardar o segredo das madrugadas.
Natal
O Natal continua a ter uma magia especial, tão especial como os cânticos que aquecem o frio da noite. Possa a magia destes momentos e a luz dos gestos verdadeiros fazer a diferença nos restantes dias do ano, pelo bem de todos os seres e da nossa casa – o nosso planeta!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Uma chávena de chá!
E eis que, a meio da planificação de uma série de actividades (onde consegui integrar as plantas medicinais), deparo com umas frases deliciosas:
" - Queres chá?
- Não, quero romance. Quero música. Quero amor e beleza.
- A sério que não queres chá?"
Woody Allen
Siiiiim, por favor, dêem-me uma chávena de chá e um barco!!!!!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Domingo no parque
No Domingo fui ao parque só para ver os medronheiros carregados de frutos. Estava ali a dois passos... talvez a cumprir o dever da memória, talvez a cumprir gestos para sobreviver às memórias... Fui porque sempre associei estes frutos vermelhos aos rituais da infância, à lembrança dos dias em que íamos pelo campo recolher o musgo, as bagas, a alegria das festas. Fui ao parque guardar mais um pouco da cor das pequenas coisas, dos pequenos e reconfortantes detalhes dos campos e das recordações. Porque há dias em que só devia haver memórias felizes, como as dos dias serenos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Há frases do tamanho do Mundo
“Dentro de alguns centos de anos, outro viajante, tão desesperado como eu, neste mesmo lugar, chorará o desaparecimento daquilo que eu teria podido ver e que não aprendi.”
Claude Lévi-Strauss, Tristes Trópicos
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